terça-feira, 28 de julho de 2020

Ossos libertos



só a morte pode libertar os ossos.
posto que ela é o fim das estruturas.
vou além
faz parte de mim a necessidade de retirar a casca
descentralizar o corpo-carne
abranger o corpo-potência
amplificar o não estruturado
reconhecer a própria sombra
explorar em mim o corpo-sem-órgãos.
faz parte de mim
meu imaginário de ossos libertos,
sensível
que dança com as possibilidades do meu ser
e impossibilidades da extremidade superior do meu corpo. 




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